DOCLISBOA, CINEMA PARA DESPERTAR E AGITAR MENTES

09/10/2015
Este ano, 46 dos 236 filmes selecionados são portugueses.

Arriscar e provocar são os compromissos da 13ª edição do DocLisboa – Festival Internacional de Cinema, que decorre entre os dias 22 de outubro e 1 de novembro, em diferentes espaços da cidade de Lisboa. Ao todo, para este certame, foram selecionados 236 filmes de 40 países. 46 são portugueses.    

 

CURTAS E LONGAS SEM DISTINÇÃO

A primeira novidade é a restruturação das competições internacional e portuguesa. Deixou de haver separação entre curtas e longas-metragens, diluindo a distinção do cinema em géneros, durações e formatos. Sete dos oito filmes presentes na competição portuguesa têm estreia mundial e há duas primeiras obras: "Rio Corgo”, de Maya Kosa e Sérgio da Costa, e "Setil”, de Tiago Siopa. Na competição internacional, encontramos a curta-metragem "A Glória de Fazer Cinema em Portugal”, de Miguel Mozos e "And When I Die”, uma obra de coprodução portuguesa e norte-americana, realizada por Bill Woodberry. 

RETROSPETIVA: TERRORISMO, REPRESENTAÇÃO

"I don´t throw bombs, I make films – Terrorismo, Representação” é o espaço que o festival dedica à representação do terrorismo no cinema e, claro, à forma como os realizadores têm tratado o tema ao longo do tempo. E são muitos anos, vários realizadores, oriundos de vários países e culturas, e diferentes perspetivas. São filmes e visões que chegam de Espanha, Alemanha, Itália, Irlanda, EUA, Japão, Palestina, Bangladesh, França ou Peru, muitos deles inéditos em Portugal. A proposta é perceber como o terrorismo, além de ser um desafio imposto à Humanidade, pode funcionar, também, como um desafio ao próprio cinema e às mentes que o pensam, que o trabalham e que o criam. No âmbito desta retrospetiva, serão ainda exibidos alguns filmes assinados por membros de lutas armadas que encontraram no cinema uma forma de construção ideológica.  

HEART BEAT, DO FADO A MENDRIX

Este ano, são os realizadores Diogo Varela Silva e Tiago Pereira que abrem o Heart Beat com os filmes "Celeste” e "Porque não sou o Giacometti do Século XXI”. Nesta secção, dedicada à música e às artes performativas, destaque ainda para o filme "Phil Mendrix” de Paulo Abreu. 

ARCHÉ, UMA NOVIDADE PARA PROFISSIONAIS DE CINEMA

Este ano, o DocLisboa tem uma novidade: um laboratório de atividades para os profissionais da área, entre as quais, oficinas de escrita, visionamentos, discussão de projetos em curso e encontros individuais com convidados. O objetivo é fornecer ferramentas e espaço criativo para fomentar e estimular a criação de novos projetos.

UMA CAUSA URGENTE

O DocLisboa une-se aos Centros de Acolhimento do CPR – Conselho Português para os Refugiados, com uma campanha a ter lugar nas sessões do Cinema de Urgência. Com isto, o festival pretende recolher donativos, em géneros, para ajudar as vítimas da recente crise migratória na Europa. Dias 27 de outubro às 21h30, 28 às 18h30 e 21h30 e 29 às 21h30, no Cinema São Jorge.