‘‘GRANDES ESPERANÇAS’’ EM DESTAQUE NO GRANDE ECRÃ

24/06/2016
Resultado de um mês de filmagens contínuas na Loja do Cidadão do Porto, a obra de Miguel Marques chega, agora, às salas de cinema do país.

"Grandes Esperanças”, de Miguel Marques, dá-nos uma visão de conjunto única dos mecanismos de legitimação do indivíduo perante o Estado, mostrando como toda a nossa existência depende, do nascimento até à morte, da instituição que organiza a vida em sociedade.

Neste documentário, a burocracia que se testemunha na Loja do Cidadão do Porto é exposta numa série de casos individuais que, em conjunto, tomam uma dimensão abstrata e coerciva.

 

De Avanca às salas de cinema

"Grandes Esperanças” é um filme produzido pelo Cine-Clube de Avanca (CCA). Mantendo uma produção ininterrupta de filmes desde 1988, ultrapassando uma centena de obras produzidas, o CCA já viu os seus filmes serem objeto de 1056 nomeações e 125 distinções em festivais de todo o mundo, só nos últimos 4 anos.





Agora, em junho de 2016, "Grandes Esperanças” estreia nas salas de cinema de Portugal: a sua primeira exibição foi no dia 16 de junho, ao lado da curta-metragem de animação "O Acidente”, de André Marques e Carlos Silva.

Miguel Marques, “Documentarista”

O realizador de "Grandes Esperanças” já conta com um vasto reportório de obras cinematográficas, sobretudo documentários.

A sua filmografia até à data inclui, para além de "Grandes Esperanças” (2007), "Pots, Pans and Other Solutions” (2012), "Mulheres Traídas” (2007), "Porque é que a Clara se Apaixona?” (2005), "Ruptura” (2003), "Vareiros” (2000) e "Refugos” (1999).

Nascido em Lisboa, em 1970, Miguel Marques tem tido um percurso notável enquanto realizador de documentários em Portugal. No Festival Avanca, em 2003, a sua obra "Ruptura” recebeu Menção Especial, e, em 2005, o documentário "Porque é que Clara se Apaixona?” foi premiado com o Prémio AVANCA – Melhor Montagem. No festival Caminhos do Cinema Português 2008 (Coimbra), o realizador recebeu o Prémio Melhor Documentário com "Mulheres Traídas”.




A realização de "Grandes Esperanças” surge com um propósito em mente, de acordo com palavras de Miguel Marques. "Ao contrário de uma estatística, este filme está preocupado em mostrar casos particulares: uma escuta dos ruídos do tempo, com toda a ambiguidade possível e distância das dicotomias do tudo vai mal ou tudo vai bem".

Neste filme intervieram António Osório e Filipe Ribeiro na imagem, Ana Roseira, Joana Peixoto e Júlia Rocha na produção, Jonathan Saldanha e Fernando Augusto Rocha no som, Luísa Marinho e Leonor Areal na montagem. António Costa Valente e Miguel Marques produziram o filme, tendo o realizador intervindo em todas as fases de produção da obra.

"Grandes Esperanças” foi produzido num contexto de formação, tendo na altura recebido um apoio do ICA / Ministério da Cultura, que agora volta a apoiar a estreia do filme.