128 filmes na 9ª edição do Porto Femme
Fonte: com Lusa
13/04/2026
O Festival Internacional de Cinema Porto Femme arranca a 20 de abril em várias salas da cidade, com mais de uma centena de filmes, de 37 países diferentes, tendo o trabalho como tema central desta 9ª edição.
O Porto Femme, festival que assume como missão dar visibilidade às mulheres e às pessoas não-binárias, através do Cinema, escolheu 128 obras, de entre 966 submissões recebidas. O tema deste ano é o Trabalho, uma temática que pretende ser o mote para a reflexão sobre múltiplas questões sociais, culturais e políticas.
Na seleção oficial, nota para "Fantasy”, de Katarina Resek, para o drama passado na Suíça dos anos 1940 "Silent Rebellion”, de Marie-Elsa Sgualdo, a greve sexual em "The Strike”, de Gabrielle Stemmer, o protesto de 1975 na Islândia pela lente de Pamela Hogan, em "The Day Iceland Stood Still”, e "Naima”, de Anna Thommen.
A seleção nacional inclui títulos como: "Fragmented”, de Balolas Carvalho e Tanya Marar, "Eu queria ser tudo”, de Luísa Costa Pinto, "The inhabitants”, de Maureen Fazendeiro, "Cleópatra & António”, de Diego Bragá, e "Porque hoje é sábado”, de Alice Eça Guimarães.
Programados estão também filmes de Mónica Martins Nunes, Sara N. Santos, Inês Sena, Mariana Leal, Sofia Bost, Maria Inês Gonçalves e Marta Reis Andrade, entre outros.
O festival vai arrancar no Batalha – Centro de Cinema, no dia 21 de abril, com a sessão de abertura a contar com a projeção de "Sugar Island” (2024), filme de Johanné Gómez Terrero que segue uma jovem de 14 anos na comunidade ligada à cana do açúcar, na República Dominicana.
Esta nona edição do certame decidiu ainda homenagear Raquel Soeiro de Brito, nascida em 1925 e que trabalhou como geógrafa e cineasta, de quem o público poderá ver três filmes.
Outro dos ciclos temáticos visa antecipar um programa da Cinemateca Portuguesa, ao trazer obras de três pioneiras do cinema português, também no dia 22 de abril: Soeiro de Brito, Amélia Borges Rodrigues e Bárbara Virgínia.
Além do Batalha, principal centro do festival, a programação passa também pela Casa Comum da Universidade do Porto, a Universidade Lusófona, o Passos Manuel, o Maus Hábitos, a Galeria Nuno Centeno e as Galerias MIRA, incluindo conversas e festas.
Programa completo no site do evento.

