Coprodução portuguesa vence Prémio César

27/02/2026
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A curta-metragem de animação “A Filha da Água”, de Sandra Desmazières, foi distinguida com um dos principais prémios atribuídos pela Academia de Cinema Francesa.
O Prémio César de Melhor Curta-Metragem de Animação de 2026 foi para a coprodução portuguesa "A Filha da Água”, de Sandra Desmazières. A cerimónia de entrega dos destes galardões, que são os principais atribuídos pela Academia Francesa de Cinema, decorreu a 26 de fevereiro, no Olympia, em Paris.



Estreada no Festival de Cannes em 2025, "A Filha da Água” acompanha Mia, uma mulher que mergulha diariamente para recolher ostras e ouriços-do-mar. Sem diálogo, propõe uma experiência profundamente sensorial, onde o tempo, a água e a memória se entrelaçam num universo visual de grande delicadeza. Após a estreia em Cannes, integrou uma extensa lista de seleções e competições em festivais internacionais de referência, incluindo Toronto, PÖFF, Cinanima e Thessaloniki, entre muitos outros, tendo sido já distinguido com vários prémios, entre os quais o Prix Émile Reynaud (2025).

Esta animação, inteiramente desenhada em papel e colorida à mão, constrói um mundo aquático marcado por cores, movimentos e sequências oníricas que fundem corpo, paisagem e emoção. A Animais AVPL integrou este processo através do trabalho artesanal de pintura manual, contribuindo para a construção cromática e material do filme.

O filme, produzido pela Caimans Productions (França), em coprodução com a Animais AVPL (Portugal) e a Valk Productions (Países Baixos), contou com o apoio do ICA às coproduções minoritárias.



 

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