Festival Internacional de Cinema de Santarém com mais dias

10/04/2026
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A edição de 2026 vai ter mais dois dias para reforçar a programação. O tema é a Terra e Soberania, que se traduz, especialmente, numa seleção de filmes que exploram questões de território, resistência e sobrevivência.
A 19ª edição do Festival Internacional de Cinema de Santarém vai decorrer de 25 e 31 de maio, no Teatro Sá da Bandeira. Pela primeira vez, o festival terá sete dias, reforçando a programação e ampliando o contacto com o público. O foco será a temática da Terra e Soberania.

Sob o lema "Um festival da terra, pela Terra”, o FICS continua a afirmar-se como um espaço de encontro entre cinema, território e reflexão ambiental e social.

A sessão de abertura contará com a estreia nacional de "Better Go Mad in the Wild” (Chéquia/Eslováquia, 2025), de Miro Remo, um híbrido documental que acompanha a vida de dois irmãos gémeos que vivem isolados na natureza e cuja relação começa a revelar tensões entre desejo de mudança e permanência. 

O festival encerra com uma sessão especial dedicada ao património cinematográfico português. "A Dança dos Paroxismos "(Portugal, 1929), de Jorge Brum do Canto, será exibido com acompanhamento musical ao vivo pelo Conservatório de Música de Santarém, numa parceria com a Cinemateca Portuguesa.

Além das sessões em Santarém, o festival volta a estender-se à região com atividades já agendadas em Alpiarça e Almeirim, reforçando o compromisso do FICS com a descentralização cultural.

O programa educativo Sementes e Rebentos, dedicado a escolas e famílias, regressa nesta edição com sessões destinadas ao pré-escolar e ao primeiro ciclo, promovendo o contacto das crianças com o cinema e incentivando o debate e a reflexão nas salas de aula.

A secção Em Foco será dedicada ao tema "Terra e Soberania”, reunindo filmes que exploram questões de território, resistência e sobrevivência.  Entre eles, encontra-se "Free Fish” (Portugal/Palestina, 2025), documentário de Bisan Owda e Carolina Pereira, filmado em Gaza. O filme acompanha o quotidiano de pescadores palestinianos que enfrentam o bloqueio marítimo e a ocupação, mostrando o mar como espaço de sobrevivência, memória e liberdade. 

A programação do FICS inclui várias atividades paralelas, como a peça de teatro "Desver", com texto e interpretação de Joana Craveiro e produção do Teatro do Vestido, e a secção Cinema à Mesa, dedicada este ano ao azeite, com sessões acompanhadas por degustações relacionadas com os filmes exibidos.

Estão também confirmadas a masterclass "Da Ovelha ao Novelo – Conhecer e Trabalhar a Lã”, orientada por Rosa Pomar, e a Oficina de Conto Cinematográfico conduzida pelos realizadores Miguel Clara Vasconcelos e Patrícia Geula.

Destaca-se ainda a exposição "Aves da Palestina – A persistência da vida na catástrofe”, que reúne fotografias de observadores de aves palestinianos de Gaza, Cisjordânia e Galileia. 

Criado em 1971 e reativado há três anos, o FICS mantem o foco no território, na agricultura, na ecologia e na gestão dos recursos naturais, temas que, definem a identidade da região e fazem parte do ADN do festival.

 

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