Filme português abre Festival de Roterdão
17/12/2025
“A Providência e a Guitarra”, de João Nicolau, é o filme de abertura da 55ª edição do Festival Internacional de Cinema de Roterdão, que tem várias obras com assinatura portuguesa no programa e em competição.
O Festival Internacional de Cinema de Roterdão, que terá lugar de 29 de janeiro a 8 de fevereiro, nos Países Baixos, escolheu para a abertura a quarta longa-metragem de João Nicolau, "A Providência e a Guitarra”. Produzida pela O Som e a Fúria, esta obra, que terá estreia mundial na secção Limelight, é uma adaptação livre do conto homónimo de 1878 de R. L. Stevenson, com argumento de Mariana Ricardo e João Nicolau. No elenco conta com Pedro Inês, Clara Riedenstein, Salvador Sobral, Isac Graça, Jenna Thiam, Américo Silva, Beatriz Brás, Leonardo Garibaldi, João Pereira, José Raposo, Miguel Lobo Antunes.
Na competição Big Screen, destaca-se "Projecto Global”, de Ivo M. Ferreira, também em estreia mundial. Uma obra ambientada no início dos anos 1980, em Lisboa, quando Portugal foi palco de atentados e assaltos perpetrados pelas Forças Populares 25 de abril (FP-25).
Na secção Short & Mid-length, estão duas curtas-metragens portuguesas. "Computadora”, de Alice dos Reis, produzida pela Foi Bonita a Festa, foi filmada em película de 16mm e smartphone. Cruza ficção histórica e autobiografia numa reflexão sobre escolhas, sistemas de conhecimento e os alicerces da modernidade tecnológica.
"O”, da atriz e realizadora Francisca Alarcão (Laranja Azul e EQZE) também estreia na mesma secção do Festival de Roterdão. Um filme que nos apresenta Francisca e a sua aversão inexplicável e incontrolável a umbigos.
Fora de competição, integrado na secção Preludes, está Margarida Paias com a sua primeira obra, a curta-metragem "Rui Carlos". Uma produção da Bravado Filmes, em que a realizadora parte de um episódio real da juventude do seu pai para construir uma ficção atravessada pela memória, pela infância e pela transmissão intergeracional, de acordo com a sinopse. O filme evoca uma infância passada num bairro onde os rapazes vagueiam livremente, explorando a inocência, a crueldade e a despreocupação próprias dessa idade.
O programa inclui ainda três coproduções minoritárias de Portugal, "Lone Samurai", de Josh C. Waller, "Domestic Deamon", de Anahid Yahjian, e "Statues also die?", de Thais Fernandes.

