Março é mês de MONSTRA

Fonte: MONSTRA
10/02/2023
Icon artigo
O país convidado do próximo Festival de Animação de Lisboa, que arranca a 15 de março, é o Japão e a par das retrospetivas e homenagens ao oriente, há mais filmes navionais em competição e celebraram-se os 100 anos de animação portuguesa

O Japão está em destaque na 22ª edição do Festival de Animação de Lisboa, num ano em que se celebram os 480 anos da chegada dos portugueses a este país. O programa dedicado ao Japão conta com 95 filmes, dos quais 79 são curtas e 16 são longas Uma das presenças de peso desta geografia é o realizador e desenhador Koji Yamamura, que terá uma exposição de desenhos originais dos seus filmes no Museu do Oriente e estará em Portugal a dar uma masterclass. Koji, autor do cartaz do Festival deste ano, será também o curador de uma retrospectiva dedicada aos mestres japoneses do cinema.

Em 12 dias de Monstra vão ser exibidos 423 filmes, 8 estreias mundiais, 17 internacionais e 70 nacionais. Nas 6 competições do Festival estarão 231 produções de mais de 50 países.

A competição internacional de longas-metragens tem 7 filmes e, pela primeira vez, 3 produções com assinatura nacional: "Os Demónios do Meu Avô”, de Nuno Beato, "Nayola”, de José Miguel Ribeiro” e "Interdito a Cães e Italianos”, de Alain Ughetto, coprodução com a Ocidental Filmes.  Competem também o "Perlimps”, de Alê Abreu, "Yaya e Lennie: Liberdade em Andamento”, de Alessandro Rak, "A Minha História de Amor com o Matrimónio”, de Signe Baumane, e "Guerras de Unicórnios”, de Alberto Vázquez. Todos os realizadores vão estar em Portugal para sessões de Q&A.

Na competição internacional de curtas do Festival de Animação de Lisboa há 5 obras portuguesas. Na Monstra, assim como em Los Angeles, "Ice Merchants”, de João Gonzalez, compete com outras 2 obras que também estão na corrida pela estatueta dourada: "The Flying Saylor”, de Amanda Forbis e Wendy Tilby, e "My Year of Dicks”, de Sara Gunnarsdóttir. Além da animação candidata aos óscares, os outros autores portugueses nesta lista são Vasco Sá, e David Doutel com "Garrano”, Mónica Santos com "O Casaco Rosa”, Leonor Pacheco com "Alento” e Vítor Hugo Rocha com "O Homem das Pernas Altas”.

São treze as curtas-metragens candidatas ao prémio SPA/Vasco Granja. Além das que já estão na competição internacional e que se repetem nesta, juntam-se "A espuma e o leão”, de Cláudio Jordão, "Catisfaction”, de André Almeida, "Polvo”, de Catarina Sobral, "A Casa para Guardar o Tempo”, de Joana Imaginário, em estreia mundial, "Anamorfose” de João Rodrigues, "Troada”, de Vítor Hugo Rocha, "Corrida do Entrudo das Aldeias do Xisto de Góis”, de Jorge Marques Ribeiro e "Algo que eu disse”, de Sara Barbas.

O festival conta ainda com as competições Curtíssimas, Estudantes e Perspectivas.

Este ano, a Monstra associa-se aos 100 anos da animação portuguesa. Neste âmbito, fazem a ponte entre o passado e o presente do cinema, ao relembrar o filme "O pesadelo do António Maria” (1923), de Joaquim Guerreiro, e exibir várias produções recentes premiadas, entre as quais "Ice Merchants”, de João Gonzalez, nomeada para os Óscares. Nas primeiras quintas-feiras de todos os meses vai haver sessões de animação na Cinemateca Portuguesa, onde estará também patente uma exposição dedicada ao tema.

Monstrinha continua a ir às escolas, este ano mas há também sessões também para Pais e Filhos ao fim-de-semana, com 24 filmes de 12 países, e a Monstrinha Baby.

Paralelamente à Monstra, vão decorrer exposições, workshops, masterclasses e sessões especiais, que promovem o encontro entre cinema de animação e outras áreas como a música, tecnologia e até sensualidade, de acordo com a organização. Entre elas, destaca-se o DokAnim (curtas documentais), Música e animação e Monstra Triple X.

Uma das sessões especiais tem o apoio da CPLP e, nesta iniciativa, serão exibidas curtas de 6 países de expressão portuguesa e assistir a um espetáculo único entre rappers do Brasil e Angola, outra destas sessões é uma animação abstrata.

Entre as retrospetivas e homenagens, destaca-se a dedicada ao alemão Raimund Krumme, com a exibição de várias obras que realizou. O cineasta tem também uma exposição do seu trabalho na Sociedade Nacional das Belas Artes, "Traços de Movimento”.

Das exposições, a organização destacou também uma experiência com cartazes de realidade aumentada, no Cinema São Jorge, da autoria de Ioana Nicoarã e Sergiu Negulici.

A Monstra acontece sobretudo no Cinema São Jorge, mas também em muitos outros espaços de Portugal e do mundo como Cinemateca Portuguesa, Cinemateca Júnior, Museu do Oriente, Sociedade Nacional de Belas Artes, Museu da Marioneta, Museu do Oriente, Museu de Etnologia, Centro Cultural de Carnide, entre outros.

Toda a programação disponível em monstrafestival.com.

 

Utilização de cookies: Ao continuar a sua navegação está a consentir a utilização de cookies que possibilitam a apresentação de serviços e ofertas adaptadas aos seus interesses. Mais informações